O setor de mineração voltou a acender o alerta em 2024. Dados recentes revelam que o número de mortes registradas em operações minerárias cresceu 17% em relação ao ano anterior, refletindo os desafios persistentes em segurança do trabalho, especialmente em países com grande volume de exploração mineral.
Segundo levantamento internacional do International Council on Mining and Metals (ICMM), Brasil e Canadá dividem a segunda colocação no ranking global de fatalidades, ficando atrás apenas da África do Sul, país que historicamente concentra altos índices de acidentes em minas subterrâneas. A estatística coloca novamente a segurança da atividade mineral no centro dos debates, pressionando governos e empresas por ações mais eficazes.
Falta de avanços concretos e risco à reputação do setor de mineração
Apesar dos investimentos anunciados em tecnologias de monitoramento, automação e protocolos de segurança no setor de mineração, os resultados ainda mostram que a estrutura de prevenção não tem acompanhado o ritmo de expansão da atividade. Em muitas regiões, a pressão por produtividade e a precarização de condições operacionais contribuem para o aumento do risco.
No caso brasileiro, especialistas apontam que a fiscalização ainda é limitada frente à complexidade das operações, especialmente em áreas de difícil acesso. Além disso, a informalidade em pequenas mineradoras e a terceirização de atividades críticas agravam o cenário.
O crescimento no número de mortes acende um sinal não apenas de alerta social, mas também econômico. A reputação do setor mineral, cada vez mais pressionado por padrões ESG (ambiental, social e de governança), pode ser abalada se não houver respostas estruturais e transparentes para frear a escalada de acidentes.


