O Projeto Apolo, um dos empreendimentos mais relevantes da Vale em Minas Gerais, deu um passo importante em direção ao licenciamento ambiental. A mineradora obteve, recentemente, a suspensão de uma decisão judicial que havia anulado duas audiências públicas realizadas em Santa Bárbara e Caeté — municípios onde estão localizadas as jazidas do projeto.
As audiências, que faziam parte do processo de licenciamento ambiental, haviam sido questionadas por organizações socioambientais como o Instituto Guaicuy e o Projeto Manuelzão, que alegavam irregularidades nas etapas de participação popular.
Projeto Apolo é bilionário mira operação sustentável e sem barragens
Previsto para produzir até 14 milhões de toneladas de sinter feed por ano a umidade natural, o Projeto Apolo propõe uma operação sem o uso de água no processo de beneficiamento, o que elimina a geração de rejeitos e a necessidade de barragens. Esse modelo, chamado de tratamento a seco, representa uma das estratégias da mineradora para reduzir riscos ambientais e operar de forma mais sustentável.
Em 2009, o investimento estimado para viabilizar o empreendimento girava em torno de R$ 4 bilhões, reforçando o peso econômico do projeto tanto para a Vale quanto para o estado de Minas Gerais.
Área próxima a parque nacional gera debate ambiental
Localizado nas proximidades da Unidade de Conservação do Parque Nacional da Serra do Gandarela, o empreendimento é alvo de críticas de ambientalistas, que alertam para potenciais impactos em uma região considerada rica em biodiversidade, recursos hídricos e patrimônios arqueológicos. A discussão em torno do Projeto Apolo coloca em pauta o desafio de equilibrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental em uma das regiões mais sensíveis de Minas Gerais.
O avanço do projeto com a suspensão da decisão judicial reacende o debate sobre mineração em áreas de relevância ambiental e coloca a Vale novamente sob os holofotes no estado.


