Os Estados Unidos e a China deram um passo importante para aliviar as tensões comerciais ao firmarem um acordo que prevê a aceleração das exportações de terras raras chinesas para o mercado norte-americano. A medida foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca na quinta-feira (26), e representa um avanço nas conversas entre as duas maiores economias do planeta, iniciadas no mês de maio em Genebra.
O compromisso do governo chinês inclui a retirada de barreiras não tarifárias que estavam em vigor desde abril de 2023, afetando diretamente setores estratégicos da indústria global. Embora os detalhes sobre a reversão total das restrições ainda não tenham sido divulgados, a sinalização foi bem recebida por setores industriais que dependem desses insumos para manter suas operações.
Terras raras são essenciais para tecnologia e defesa
As terras raras são um grupo de elementos químicos críticos para a fabricação de componentes de alta tecnologia, como motores elétricos, turbinas eólicas, semicondutores, ímãs industriais e sistemas de defesa. A suspensão parcial das exportações por parte da China nos últimos dois anos gerou um forte impacto em cadeias de fornecimento em áreas como a indústria automotiva, aeroespacial e militar.
A origem do impasse remonta à escalada de tarifas comerciais durante o governo Trump, que levou a China a adotar contramedidas afetando o envio desses minerais estratégicos. Agora, com a reabertura gradual das exportações, a expectativa é de que montadoras, fabricantes de chips e outros setores estratégicos comecem a sentir alívio nas pressões de abastecimento.


