A implantação de um radar no trecho da BR-381 que atravessa João Monlevade, prevista no projeto de concessão da rodovia, acendeu o alerta entre os vereadores da cidade. O tema gerou debate acalorado na Câmara Municipal, especialmente pela falta de diálogo com a concessionária responsável pela obra, a Nova 381. O principal receio é o impacto direto no tráfego urbano, caso motoristas passem a usar vias alternativas para evitar o pedágio.
Presidente da Câmara João Monlevade questiona posição dos pedágios
O presidente da Câmara, Fernando Linhares (Podemos), demonstrou preocupação com o que classificou como possível transformação do bairro Jacuí em um “puxadinho da 381”. Segundo ele, a ausência de informações claras sobre o projeto pode comprometer o planejamento urbano do município. “É preciso entender o que será feito com os acessos. Há vias de entrada e saída da cidade que podem ter aumento de fluxo. Isso precisa ser esclarecido”, afirmou.
Linhares também levantou questionamentos sobre possíveis contrapartidas para o município. Ele destacou a importância de saber se haverá municipalização de algum trecho da rodovia ou se será oferecido suporte financeiro para que a cidade possa lidar com os impactos. Para isso, já iniciou contatos com a Nova 381 e informou que buscará agendar uma reunião com os demais vereadores.


