O processo de federalização da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), responsável por gerir os lucros da exploração do nióbio no estado, deu um passo importante nesta semana. O Projeto de Lei que autoriza o repasse do controle da estatal à União foi aprovado em primeiro turno pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A proposta recebeu apoio da maioria dos parlamentares e reacende o debate sobre o futuro de uma das maiores riquezas minerais do estado. O nióbio, essencial para setores como aeroespacial, eletrônica e energia, tem ganhado cada vez mais destaque na pauta econômica e geopolítica global, sendo considerado um recurso estratégico para o Brasil.
Nióbio no centro da disputa econômica
Com a aprovação em 1º turno, o projeto segue agora para novas discussões antes da votação definitiva. A federalização da Codemig é vista por seus defensores como uma forma de integrar Minas Gerais a uma estratégia nacional de fortalecimento da cadeia produtiva do nióbio, garantindo mais investimentos, segurança jurídica e alinhamento com a política industrial do país.
Por outro lado, opositores argumentam que a mudança pode retirar do estado o controle sobre uma fonte de receita importante, que tem sido usada para investimentos públicos e parcerias no setor produtivo local.
Nos bastidores, a expectativa é de que o projeto siga com tramitação acelerada, dada a sinalização de apoio do governo estadual e o interesse do governo federal em assumir maior protagonismo na gestão do mineral.


