Usiminas divulga lucro de R$337 milhões no 1º trimestre de 2025

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A Usiminas divulgou nesta quinta-feira (23) os resultados do primeiro trimestre do ano, revelando um lucro líquido de R$337 milhões, revertendo o prejuízo de R$117 milhões registrado nos últimos três meses de 2024.

A principal alavanca desse crescimento foi o avanço operacional, refletido no Ebitda Ajustado de R$733 milhões, uma alta de 41% em comparação com o trimestre anterior.

Mercado interno impulsiona vendas de aço pela Usiminas

A receita líquida da companhia somou R$6,9 bilhões entre janeiro e março, um aumento de 5,8% sobre o último trimestre do ano passado. Esse crescimento foi sustentado, em grande parte, pelo bom desempenho das vendas no mercado interno, especialmente nos setores automotivo e de distribuição. A margem Ebitda Ajustada também melhorou, passando de 8% para 11%.

Marcelo Chara, presidente da Usiminas, apontou que o foco da empresa segue na busca por competitividade: “A demanda interna tem se mostrado resiliente, mas nossa atenção está voltada para o ganho de eficiência e redução de custos em todas as operações.”

Mineração avança 34% no Ebitda e receita cresce 20%

A unidade de Mineração também apresentou resultados positivos. A receita líquida no segmento atingiu R$917 milhões, uma alta de 20% sobre o último trimestre. O volume de vendas se manteve estável, com 2,2 milhões de toneladas. Já o Ebitda Ajustado dessa divisão cresceu 34%, chegando a R$206 milhões, com margem operacional de 22%.

Na Siderurgia, o Ebitda Ajustado foi de R$528 milhões, com margem de 8,7%, contra 6,3% no trimestre anterior, refletindo a recuperação da rentabilidade nas operações industriais.

Cresce preocupação com importações e concorrência desleal

Apesar dos números positivos, o cenário futuro ainda carrega incertezas. A crescente entrada de aço importado, especialmente da China, preocupa a Usiminas e o setor siderúrgico como um todo. De acordo com o Instituto Aço Brasil, as importações de aços planos somaram 1,02 milhão de toneladas no primeiro trimestre, um salto de 42% em relação ao mesmo período de 2024.

Marcelo Chara alerta que o setor segue vulnerável diante da falta de proteção eficaz:“A ausência de medidas comerciais fortes ameaça diretamente a sustentabilidade da indústria siderúrgica nacional.”

A pressão das importações subsidiadas e a concorrência desleal têm sido alvo de dezenas de investigações antidumping — 34 delas voltadas especificamente contra produtos chineses, o que reforça o alerta das grandes produtoras brasileiras como a Usiminas.

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