ArcelorMittal cancela expansão de Usina em João Monlevade e redireciona R$ 6 bilhões para modernização do parque industrial

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A ArcelorMittal anunciou o cancelamento definitivo da expansão da usina de João Monlevade. Após uma revisão cuidadosa das condições de mercado, a empresa decidiu redirecionar seus investimentos, priorizando a modernização, inovação e aumento da competitividade do parque industrial existente, ao invés de seguir com a ampliação planejada.

A decisão não chega a ser uma surpresa, já que em setembro de 2024 a empresa já havia interrompido temporariamente as obras de ampliação devido ao impacto do aumento das importações de aço e à demanda interna menor do que o esperado. Na época, a empresa informou que esses fatores estavam comprometendo o crescimento do setor siderúrgico, influenciando a viabilidade dos projetos de expansão.

A companhia ressaltou, no entanto, que o laminador 3, componente central da ampliação, foi entregue e entrou em operação em 2022, dobrando a capacidade de produção de laminados da planta. Além disso, outros investimentos realizados na unidade resultaram em melhorias significativas na infraestrutura e na segurança da usina.

ArcelorMittal garante que cancelamento não terá impacto na usina

Apesar do cancelamento da expansão, a ArcelorMittal reafirmou que a planta de João Monlevade continua sendo crucial para seus negócios no Brasil, especialmente pela produção de fio-máquina e steel cord, utilizado pela indústria automobilística. A companhia comunicou ao Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal) que o foco agora será em novos investimentos voltados para a atualização tecnológica e a melhoria contínua dos processos.

O presidente do sindicato, Flávio Cordeiro de Paiva, lamentou a decisão e cobrou da empresa que os investimentos previstos para a planta garantam não apenas a competitividade, mas também melhores condições de trabalho e segurança para os empregados.

A ArcelorMittal garantiu que o cancelamento do projeto de expansão não terá impacto sobre a produção atual da usina e que outros investimentos no Brasil permanecem em curso. A empresa mantém sua previsão de investir cerca de R$ 25 bilhões até 2028, com foco no aumento da capacidade produtiva, diversificação de produtos de alto valor agregado e expansão de suas operações no setor de energia renovável.

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