Vale projeta US$ 3,5 bilhões em Carajás e quer dobrar produção de cobre até 2035

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A Vale está ampliando sua aposta no cobre e pretende dobrar a produção do metal nos próximos anos, com foco direto na região de Carajás. Para sustentar esse avanço, a companhia projeta investimentos de US$ 3,5 bilhões entre 2026 e 2030, consolidando o minério como peça-chave na estratégia de crescimento.

A decisão vem acompanhada de uma revisão otimista para o mercado global, com estimativas indicando que a tonelada do cobre pode alcançar valores entre US$ 12.738 e US$ 12.870 já em 2026.

Expansão impulsionada pela transição energética

O movimento da mineradora está alinhado a uma tendência global de aumento da demanda por cobre, impulsionada principalmente pela transição energética. A expansão de fontes renováveis, como solar e eólica, além da modernização das redes elétricas, tem elevado a importância do metal no cenário internacional.

Nesse contexto, o cobre passa a ganhar protagonismo dentro do portfólio da Vale, sendo visto como um ativo estratégico para o futuro da companhia.

Produção de cobre pode ultrapassar 600 mil toneladas por ano

A liderança desse crescimento ficará a cargo da Vale Base Metals, que concentra as operações voltadas a metais para transição energética. A expectativa é que as atividades em Carajás atinjam uma produção anual entre 550 mil e 610 mil toneladas de cobre.

Esse volume representa um salto significativo em relação aos níveis atuais e reforça o papel da região como um dos principais polos minerais do país.

Estratégia financeira e diversificação

O plano de expansão será sustentado, em grande parte, pela própria capacidade financeira da subsidiária. A projeção é de que a Vale Base Metals gere um fluxo de caixa livre de aproximadamente US$ 1,1 bilhão já em 2026.

Mesmo com o avanço do cobre, o minério de ferro continua sendo a principal fonte de receita da companhia. Ainda assim, a diversificação dos negócios sinaliza uma mudança gradual no posicionamento da empresa, mirando oportunidades ligadas à nova economia de baixo carbono.

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