Autoridades pressionam pela volta do trem da Vale entre Ouro Preto e Mariana

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A retomada da operação da mina Capanema, em Ouro Preto, na última quinta-feira (4), não foi apenas uma celebração da mineração, mas também um momento de reivindicação do trem da Vale para as cidades históricas da região. Durante a inauguração, que marcou a reabertura da mina após 22 anos de paralisação, os prefeitos de Ouro Preto e Mariana aproveitaram para pressionar a mineradora pela reativação do famoso trem turístico que conectava as duas cidades.

Retorno do Trem da Vale é prioridade para os prefeitos

O prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, fez um apelo direto ao presidente da Vale, Gustavo Pimenta, durante o evento. Ele solicitou a retomada da linha férrea entre Ouro Preto e Mariana, que foi desativada em 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Para Oswaldo, o trem turístico é uma peça chave para o turismo da região, que tem apresentado crescimento constante. “Queremos a volta do Trem da Vale. Ouro Preto apresenta um crescimento espetacular do turismo, e essa é uma demanda cotidiana dos moradores e turistas”, afirmou.

A defesa do prefeito de Mariana e a resposta da Vale

O prefeito de Mariana, Juliano Gonçalves, também se uniu à solicitação, destacando a importância do trajeto de 18 quilômetros, que proporcionava uma viagem de 45 minutos entre as duas cidades históricas. Esse passeio, antes muito apreciado, era um dos principais atrativos turísticos da região.

Em resposta, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, assegurou que já teve a oportunidade de viajar no trem e garantiu que a empresa tomará as providências necessárias para restabelecer o serviço. “Asseguro que a Vale vai devolver às duas cidades históricas esse importante elo de ligação”, declarou Pimenta, alimentando a esperança de que o trem turístico volte a circular em breve.

O reinício das operações na mina Capanema e a possível reativação do trem turístico mostram que a mineração e o turismo estão interligados, podendo trazer benefícios tanto para o desenvolvimento econômico quanto para a preservação cultural da região.

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