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Gerdau completa 40 anos em Ouro Branco com 110 milhões de toneladas de aço enquanto encerra produção em Divinópolis

Gerdau celebra 40 anos da usina de Ouro Branco, com 110 milhões de toneladas de aço produzidas, enquanto anuncia o fim da produção em Divinópolis

Por Raquel Luciano4 de novembro de 2026 · 05:24Leitura de 3 min
Gerdau celebra 40 anos da usina de Ouro Branco, com 110 milhões de toneladas de aço produzidas, enquanto anuncia o fim da produção em Divinópolis
Imagem: Divulgação – Gerdau celebra 40 anos da usina de Ouro Branco, com 110 milhões de toneladas de aço produzidas, enquanto anuncia o fim da produção em Divinópolis

A Gerdau chega aos 40 anos de operação da usina de Ouro Branco, em Minas Gerais, com um histórico de 110 milhões de toneladas de aço produzidas. A marca, que reforça a importância da unidade para a trajetória industrial da companhia, ganha destaque em um momento de mudanças na estrutura da empresa no estado. Nesta terça-feira (3), a siderúrgica anunciou o encerramento da produção de aço em sua unidade de Divinópolis, também em Minas Gerais.

As duas situações mostram realidades distintas dentro da operação da Gerdau. Enquanto Ouro Branco se consolida como uma das principais estruturas industriais da companhia, Divinópolis deixará de produzir aço diante de dificuldades relacionadas à competitividade, aos custos e às condições do mercado nacional e internacional.

Gerdau em Ouro Branco acumula 110 milhões de toneladas de aço em quatro décadas

Gerdau completa 40 anos em Ouro Branco com 110 milhões de toneladas de aço enquanto encerra produção em Divinópolis
Imagem: Divulgação – Gerdau completa 40 anos em Ouro Branco com 110 milhões de toneladas de aço enquanto encerra produção em Divinópolis

Inaugurada em 1986, a usina de Ouro Branco se tornou a maior unidade da Gerdau no mundo. Ao longo de quatro décadas, a operação produziu 110 milhões de toneladas de aço e alcançou capacidade instalada para fabricar 4,5 milhões de toneladas de aço líquido por ano.

A estrutura ocupa uma área de aproximadamente 10 milhões de metros quadrados e tem papel estratégico na presença industrial da companhia em Minas Gerais. Em 2025, a unidade também recebeu investimentos para ampliar a capacidade do laminador de bobinas a quente, que passou a produzir até 1,1 milhão de toneladas por ano, após uma expansão de R$ 1,5 bilhão. O projeto envolveu mais de 2,5 mil postos de trabalho durante sua execução.

O desempenho de Ouro Branco contrasta com o cenário enfrentado pela unidade de Divinópolis. Segundo a Gerdau, a decisão de interromper a produção de aço na cidade foi motivada principalmente pela perda de competitividade da operação, relacionada à dificuldade de acesso a minério de ferro com preços considerados competitivos.

Encerramento em Divinópolis reflete pressão sobre custos e mercado do aço

A companhia afirma que os custos de produção se tornaram um obstáculo para a continuidade das atividades em Divinópolis. A empresa também aponta o avanço das importações de aço no Brasil como um fator que agravou o ambiente competitivo para a unidade.

Outro elemento considerado pela Gerdau é a situação do mercado internacional. As exportações tiveram importância histórica para a operação de Divinópolis, mas as condições menos favoráveis para as vendas externas passaram a dificultar a manutenção da produção.

O encerramento integra, de acordo com a empresa, uma estratégia de reorganização de seus ativos no Brasil. A proposta é concentrar a fabricação de aço em unidades consideradas mais competitivas, eficientes e com maior nível tecnológico.

O contraste entre as duas operações evidencia o movimento de concentração industrial da Gerdau. De um lado, Ouro Branco celebra quatro décadas de atividade e um volume expressivo de produção acumulada. De outro, Divinópolis perde sua produção de aço em meio aos desafios de custos, acesso a matérias-primas e concorrência internacional.

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