Mineração circular da Vale salta para 26,3 milhões de toneladas em 2025 e cresce 107% com reaproveitamento de materiais

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A estratégia de mineração circular vem ganhando escala nas operações da Vale. Em 2025, a companhia alcançou a marca de 26,3 milhões de toneladas de minério de ferro produzidas a partir de processos circulares, número que representa mais que o dobro do registrado em 2024, quando a produção foi de 12,7 milhões de toneladas.

O crescimento de 107% indica que o modelo, antes aplicado em iniciativas pontuais, passou a integrar a estratégia industrial da empresa. A prática consiste em reaproveitar materiais antes descartados ou armazenados em estruturas de mineração, transformando-os novamente em matéria-prima.

Projetos transformam rejeitos em novos produtos

Entre as iniciativas que impulsionam esse avanço está o programa Areia Sustentável Vale, que utiliza materiais provenientes do processamento do minério para produzir insumos voltados à construção civil. Desde 2023, mais de 3 milhões de toneladas desse material já foram destinadas para diferentes aplicações.

Outra frente de aproveitamento ocorre na Fábrica de Blocos da Mina do Pico, onde resíduos da mineração são convertidos em blocos utilizados em obras. O modelo amplia o valor econômico desses materiais ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de novas áreas para disposição de rejeitos.

Minas em Minas Gerais impulsionam mineração circular

Unidades localizadas em Minas Gerais têm papel central na expansão da mineração circular. Entre os exemplos estão as minas de Capanema e Vargem Grande, que operam com métodos voltados ao reaproveitamento de materiais previamente depositados em pilhas de estéril.

Nesse formato, a extração ocorre a partir de recursos já movimentados anteriormente nas operações, o que permite ganhos operacionais e ambientais, além de otimizar o uso de áreas mineradas.

Reativação da mina Capanema após duas décadas

Um dos marcos recentes desse processo foi a retomada das atividades da mina de Capanema, situada em Ouro Preto. A operação voltou a funcionar em 2025 depois de permanecer mais de 20 anos sem atividade.

A reabertura contou com investimentos estimados em R$ 5,2 bilhões, destinados à modernização das instalações, integração com outras unidades da região e implantação de tecnologias voltadas à eficiência produtiva.

O projeto também incorporou um modelo de produção sem uso de água, eliminando a geração de rejeitos e a necessidade de barragens. Entre as inovações adotadas estão caminhões autônomos e sistemas avançados de reaproveitamento de material.

Com a nova estrutura operacional, a mina deve acrescentar cerca de 15 milhões de toneladas por ano à produção da empresa.

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