sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Cidades e Minerais
Mineração

Em meio a crise orçamentária, diretor da ANM recebe medalha na COP30

José Fernando Gomes Júnior, diretor da ANM, recebe a Medalha UNAMA – COP 30 em reconhecimento à sua contribuição para a sustentabilidade, durante o I Congresso Internacional Stricto Sensu – UNAMA

Por Raquel Luciano1 de novembro de 2025 · 10:51Leitura de 2 min
José Fernando Gomes Júnior, diretor da ANM, recebe a Medalha UNAMA – COP 30 em reconhecimento à sua contribuição para a sustentabilidade, durante o I Congresso Internacional Stricto Sensu – UNAMA
Imagem: Erick Dias/UNAMA -José Fernando Gomes Júnior, diretor da ANM, recebe a Medalha UNAMA – COP 30 em reconhecimento à sua contribuição para a sustentabilidade, durante o I Congresso Internacional Stricto Sensu – UNAMA

O diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), José Fernando Gomes Júnior, foi homenageado com a Medalha UNAMA – COP 30, uma distinção concedida pela Universidade da Amazônia (UNAMA) em reconhecimento à sua contribuição para o meio ambiente e a sociedade.

A premiação ocorreu durante o I Congresso Internacional Stricto Sensu – UNAMA – COP Universitária, realizado em Belém (PA), entre especialistas de várias partes do mundo, que discutiram temas como mudanças climáticas, transição energética, sustentabilidade e justiça climática.

Diretor da ANM recebe medalha na COP30 em meio a crise orçamentária e sucateamento da instituição

A Medalha UNAMA foi entregue a Gomes Júnior por seu trabalho e comprometimento com práticas que promovem a sustentabilidade no setor mineral, alinhando as atividades da ANM às melhores práticas ambientais.

O I Congresso Internacional Stricto Sensu – UNAMA – COP Universitária, realizado em Belém, reuniu acadêmicos, especialistas, e líderes de diversas áreas para abordar desafios críticos para o futuro do planeta.

Entretanto, esse prêmio vem após a divulgação no último dia 17 de outubro, onde a ANM emitiu um alerta aos ministérios da Casa Civil, da Fazenda, do Planejamento, da Gestão e Inovação no Serviço Público e de Minas e Energia, informando sobre graves consequências devido ao bloqueio de recursos em seu orçamento.

Devido a crise, a agência foi obrigada a retirar do seu planejamento 17 fiscalizações programadas em barragens de mineração, além de alertar que outras 15 vistorias, já previstas, também poderão ser adiadas. O bloqueio de R$ 5,9 milhões em recursos, somado a um déficit orçamentário de R$ 3,2 milhões, comprometeu significativamente a capacidade de atuação da ANM.

A ANM enfatizou que, devido à restrição orçamentária, não há mais previsão para a realização de fiscalizações emergenciais, ações fundamentais que visam dar resposta imediata a eventos críticos relacionados à segurança de barragens. Essas fiscalizações, que são essenciais para prevenir acidentes e garantir a segurança da população, podem ficar comprometidas com o cenário atual de recursos limitados.