sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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ANM contraria parecer interno e reativa 11 alvarás abandonados por mineradora australiana

Áreas em Minas Gerais haviam sido renunciadas pela empresa entre 2019 e 2020, mas foram restituídas por decisão da diretoria da ANM, permitindo a pesquisa de lítio e abrindo precedente no setor mineral

Por Isis Kelem de Oliveira30 de junho de 2026 · 20:56Leitura de 1 min
Áreas em Minas Gerais haviam sido renunciadas pela empresa entre 2019 e 2020, mas foram restituídas por decisão da diretoria da ANM, permitindo a pesquisa de lítio e abrindo precedente no setor mineral
Foto: Divulgação – Áreas em Minas Gerais haviam sido renunciadas pela empresa entre 2019 e 2020, mas foram restituídas por decisão da diretoria da ANM, permitindo a pesquisa de lítio e abrindo precedente no setor mineral

A Agência Nacional de Mineração (ANM) decidiu devolver 11 alvarás de pesquisa mineral à mineradora australiana Slipstream Participações, mesmo após a empresa ter renunciado oficialmente aos direitos sobre as áreas entre 2019 e 2020.

As áreas, localizadas no norte de Minas Gerais, eram destinadas originalmente à pesquisa de ouro. Com a reativação dos títulos minerários, a empresa também conseguiu autorização para incluir a prospecção de lítio, mineral estratégico utilizado na fabricação de baterias para veículos elétricos e equipamentos eletrônicos.

Renúncia havia sido homologada

Na época, a Slipstream alegou falta de viabilidade econômica para explorar ouro e formalizou a renúncia dos alvarás, que foi homologada pela gerência regional da ANM em Minas Gerais.

Pelas regras do Código de Mineração, a renúncia extingue imediatamente o direito minerário, devolvendo a área à União. Em seguida, esses terrenos devem ser colocados em disponibilidade para que outras empresas possam disputar a exploração por meio de oferta pública ou leilão.