Ouro atinge novo recorde com alta de até 3% impulsionado por tensão global e queda na inflação

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Em meio a um cenário de tensão comercial e sinais de enfraquecimento da inflação nos Estados Unidos, o ouro renovou sua máxima histórica nesta quinta-feira (10), registrando valorização de até 3%. O metal precioso alcançou o impressionante patamar de US$ 3.175,07 por onça, ultrapassando o recorde anterior obtido no início do mês.

O movimento reflete uma crescente busca dos investidores por proteção, em um contexto de instabilidade gerado pela política tarifária norte-americana. Mesmo após a divulgação de dados que apontam para um recuo na inflação subjacente nos EUA — o que, em teoria, traria alívio aos mercados — o temor de novas pressões inflacionárias relacionadas a tarifas comerciais segue no radar.

Cenário internacional favorece o ouro

A recente decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas que, somadas, chegam a 145% sobre produtos chineses — considerando medidas recíprocas e adicionais — intensificou as preocupações sobre o impacto das disputas comerciais na economia global. Em resposta, ativos considerados “porto seguro”, como o ouro, passaram a atrair maior volume de investimentos.

A expectativa de cortes na taxa de juros também contribui para essa tendência. O mercado já precifica até três reduções nos juros norte-americanos até o fim de 2025, com uma possível quarta. Essa perspectiva é positiva para o ouro, que por não oferecer rendimento direto, se torna mais competitivo em ambientes de juros baixos.

Enquanto o ouro disparava, as bolsas dos EUA operavam em queda, revertendo parte dos ganhos recentes. Os títulos do Tesouro Americano registraram alta, e o dólar seguia em desvalorização pelo terceiro dia consecutivo. Entre os demais metais preciosos, a prata operava estável, a platina apresentava ganhos e o paládio sofria leve recuo.

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